Qual o futuro dos sites?


(Pedro Jeferson) #1

Olá gostaria de começar falando que não estou falando ou levantar discussão sobre a profissão de front-end ou programador web, e sim do futuro dos sites.

O site é o começo de toda comunicação na internet, com ele é possível falar de ideias, vender e oferecer serviços para as outras pessoas.

Hoje temos várias maneiras de se ter um site aberto na internet, são várias opções de preços e tamanhos para cada tipo de investimento.

Portanto qual seria o futuro dos sites? Eles ainda terão uma vida extremamente longa, ou até, não irão acabar nunca?


(André Campos) #2

Pra saber o futuro de fato cara, nem mãe Diná. O que dá pra tentar fazer é uma previsão de curto prazo, pois o mercado está aí aberto, e, no meio digital tudo pode se transformar em questão de meses, ou menos.

Em relação aos sites e/ou portais, o que vem ganhando mais e mais importância a cada dia é: relevância.

Os buscadores se atualizam, se renovam, com a meta de sempre estar mostrando sites com conteúdo relevante, e conteúdo que ajude o usuário (ex.: depreciando do rank sites que não são responsivos ou não tenham versão mobile dedicada; depreciando sites com links maliciosos ou suspeitos etc).

Dito isso, temos de prestar atenção em como os usuários usufruem hoje do mundo digital e da rede, que no meu entendimento é:
- aplicativos, muitos, que atendem diversos nichos, assuntos, e que minimizam o uso da navegação via browser;
- rede sociais, que além de conectarem pessoas por N motivos e razões, ainda estão integrando outros tipos de serviços que eram comum em serviços a parte antigamente (como páginas empresariais dedicadas, estruturas de artigos e notícias, fóruns de discussão, mensageiros etc);
- navegação, seja no desktop, tablets/híbridos ou smartphones, e é aqui onde entra sua preocupação:

Como o usuário navega? Será que ele digita todo site que ele precisa? Podemos aqui dividir os usuários em duas ações distintas:
- Páginas fiéis, onde o usuário presta sua visita rotineiramente (notícias, feeds, artigos de assuntos que lhe interessam, sites de descontos, etc);
- e busca.

Veja, que para chegar neste último, e consequentemente em um site qual ele nunca visitou antes, tem um filtro enorme de opções, e ele só vai chegar nesta opção quando possuir o interesse momentâneo de algo que ele não saiba onde achar. E para isto, nada mais prático do que a busca pelo que deseja. Para a busca, normalmente pode se usar a busca verbal (os smartphones hoje traduzem sem maiores problemas o que desejamos, exceto por alguns erros grotescos e engraçados que acontecem vez ou outra) ou o browser instalado.

Com isso em mente, como o usuário irá chegar até o site?
1. Relevância;
2. Bom posicionamento nas buscas / SEO aplicado da forma correta;
3. E, talvez a mais importante, a propaganda (seja AdWords, panfleto no sinal, boca a boca, cartãozinho no balcão da academia, etc).

Com o usuário no site, então temos de ter outras preocupações, para que este usuário talvez se torne um usuário fiel, e retorne sua visita posteriormente. Para isto, devemos nos atentar para:
1. Velocidade de carregamento;
2. Boa estrutura de leitura no site;
3. Boa estrutura semântica (e, consequentemente, acessível) para qualquer usuário (ou robô) conseguir ler e entender o conteúdo;
4. Responsividade ou versões dedicadas para os diversos tamanho de tela existentes (lembre-se, hoje em dia até smartwatches acessam a internet);
5. Explorar outras formas de tentar atrair o usuário novamente ao site (ex.: email marketing; cupons e promoções se for uma loja; entrega de conteúdo exclusivo em troca do retorno etc).

Por fim, opinando de forma pessoal, não vejo o fim dos sites em um período tão próximo. Apesar dos filtros que existem hoje em dia até se chegar neles estarem crescendo (e se afunilando cada vez mais), a multidão sendo inclusa no meio digital também cresce em passos gigantes, o que faz com que não haja um declínio perceptível da audiência desse meio. Lembrando também, que a transformação é comum a qualquer meio. Então, aproveite, e saia na frente: adapte-se e sobreviva.


(Vitor Melo) #3

Vocês já perceberam o quanto a Web evoluiu com a morte do IE. Eu vejo um aumento significativo no acesso a aplicativos no estilo Watsapp e o Face mobile, digo isso, pois foi a comunicação mais integral que eu vi nos últimos anos, senhorinhas no ônibus sorrindo com as notícias enquanto rola o scroll com os dedos, uma mensagem rápida para dar aquela notícia para o amigo. Esse meio de acessibilidade simples, proporcionou a integração de pessoas que sempre foram esquecidas na Web.

Agora sobre sites em si, eu vejo menos propaganda chatas, Adwords? Nunca cliquei em um link se quer dessa bagaça. Torço para a Web ser livre rápida, prática e acessível, o Ublock do Chrome rola solto aqui em casa, agora vejo diversos sites que notificam um alerta dizendo para desativá-lo, tá bom. Torço para que as empresas gastem seus recursos em serviços não em propagadas.

Com relação ao futuro do sites sempre irá depender primeiramente da evolução dos navegadores. Já sobre a fidelidade do usuário isso varia muito, nós desenvolvedores que amamos aqueles sites lindos, queremos saber como foi codificado etc. O usuário pelo contrário, quer pegar seu telefone e fechar a página. A não ser que você esteja fazendo um blog específico etc.